A referência a que um nome implica não pode ser dúbia ou
frágil pois, se assim for, a relação entre o fenômeno estudado e o nome que a ele se aplica perde o sentido.
Neste artigo, que se tornará, posteriormente, um capÃtulo de La littérature et le mal, Georges Bataille procura estabelecer uma distinção entre a comunicação forte, que ele concebe como soberana, e a comunicação
frágil, que ele relaciona a uma atividade servil: "A comuncação forte é primeira, é um dado simples, aparéncia suprema da existência, que se re-vela a nós na multiplicidade das consciéncias e na sua comuncabilidade" (1).
Assim, a história da imprensa na França é a história dos controles ou das censuras da polÃtica sobre as mÃdias: as proibições do hebdomadário satÃrico Charlie Hebdo, as escutas do governo no célebre Canard enchaîné, os confiscos da imprensa pelo ministério de Charles Pasqua, a demissão dos jornalistas de esquerda na televisão em maio de 68, a história recente é marcada por signos que nos dizem como a liberdade de informar, mesmo na democracia francesa, é
frágil. E, às vezes, reescrita ...